Aposentadoria especial por periculosidade
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Aposentadoria especial por periculosidade

A periculosidade concede ao profissional o direito à Aposentadoria Especial com 25 anos de contribuição. Ou seja, tem direito ao requisito de 25 anos de contribuição, para somar à idade e obter os pontos necessários após a reforma da previdência, quem atua com atividade periculosa. Já quem completou o tempo de contribuição até 12/11/2019 de 25 anos com periculosidade, terá direito adquirido de se aposentar mais cedo, independentemente da idade e pontuação.

A periculosidade atinge uma série de profissionais que trabalham com atenção redobrada e níveis mais altos de estresse.

Inúmeros são os profissionais que precisam de atenção redobrada e que, ao longo da vida, convivem com a morte ou ferimentos graves em colegas de profissão descuidados ou em acidentes.

Aposentadoria especial foi mantida com a reforma da previdência, mas é preciso verificar se foram alcançados os requisitos antes de 12/11/2019 para obter a opção do direito adquirido.

Isso porque com o direito adquirido a regra de cálculo é mais vantajosa e não há o requisito de pontos para ser exigido, que explicaremos a seguir.

De fato, a aposentadoria especial continua assegurada para os profissionais submetidos à periculosidade após a reforma da previdência que entrou em vigência em novembro de 2019, mas o salário será menor e o tempo de atividade será maior.

Por outro lado, ficou assegurado o direito constitucional de continuar na profissão, ponto que era duvidoso e o INSS não aceitava.

Como funciona a regra dos pontos na aposentadoria especial após a reforma da previdência?

Além dos 25 anos de atividade especial com periculosidade, o profissional deverá cumprir ainda 86 pontos.

Os pontos são a soma da idade e do tempo de contribuição. Normalmente, cada ano corresponde a um ponto. Porém, na aposentadoria especial, há uma conversão dos anos trabalhados com periculosidade (ou insalubridade) em “anos comuns”. O cálculo específico de cada caso deve ser feito por um advogado especializado.

Portanto, é relevante entender que aquele que tem 25 anos de tempo especial em 13/11/2019 e 50 anos de idade, poderá somar 30 pontos se mulher e 35 pontos se homem.

Por si só é uma regra de transição, tendo em vista que os pontos relativos à conversão irão diminuindo a medida que o tempo passar.

Como funciona a Regra da Idade para aposentadoria especial após a reforma da previdência?

A regra da idade é uma segunda opção para obter a Aposentadoria Especial após a reforma. Ela define 56 anos de idade como idade mínima para a obtenção do benefício.

Ademais, há previsão na EC 103/19 da criação de uma lei neste meio tempo que reduza a idade mínima e o tempo de contribuição exigidos.

Qual é o Cálculo do valor da aposentadoria especial após a reforma da previdência?

Para determinar o valor do benefício, o INSS realiza o cálculo da aposentadoria baseado nos valores de contribuições feitas ao longo da vida laboral do profissional. Antes eram excluídas do cálculo as contribuições mais baixas, o que garantia um benefício melhor. Agora, porém, o valor do benefício para os que completaram os requisitos após a reforma foi afetado, pois não há mais redução de 100% da média excluindo os menores salários como era antes.

A partir de 12/11/2019, o cálculo é muito mais prejudicial, pois reduz a média incluindo todos os salários contribuídos ao longo da vida laboral do profissional. Ou seja, não exclui as contribuições mais baixas, o que derruba a média e, consequentemente, o valor do salário da aposentadoria. Além disso, sobre a média só são considerados 60% do valor e mais 2% a cada ano de contribuição que supere 15 anos.

Reforma da Previdência mantém o direito à conversão apenas até a data da Promulgação

A aprovação da reforma não acabou com a conversão do tempo de contribuição especial em comum, mas sim, limitou até a 12/11/2019. Acabou, portanto, permitindo que todos os trabalhos com atividade especial antes de 11/2019 pudesse ser computados desta forma. Bem se sabe que muitas mudanças na lei ainda virão, e esta limitação pode ser retirada no futuro.

O vídeo também está disponibilizado no nosso canal no Youtube, acessando você vai ter acesso a diversos materiais sobre aposentadoria.

Conversão do Tempo Especial por Periculosidade

Para não perder o direito de se aposentar mais cedo, a Lei prevê o direito à Conversão do Tempo de Insalubridade ou Periculosidade. Popularmente, se diz que o homem a cada 5 anos com insalubridade ganha mais 2 anos e a mulher a cada 5 anos com insalubridade ganha mais 1 ano. O cálculo de conversão para a mulher é a quantidade de anos insalubres x 1.2 e do homem, os anos de tempo especial x 1.4.

Dessa forma, uma mulher que tenha 20 anos de tempo de serviço com insalubridade mais 6 anos de tempo normal contará da seguinte forma:

20 anos insalubridade / periculosidade x 1,2 = 24 anos normais + 6 anos normais

TOTAL 30 anos – Direito à aposentadoria.

Já um homem nas mesmas condições contará:

20 anos insalubridade / periculosidade x 1,4 = 28 anos + 6 anos normais

TOTAL 34 anos – Falta 1 ano para aposentadoria.

Os exemplos mostram como o direito a conversão do Tempo de Insalubridade e Periculosidade podem fazer com que você se aposente mais. Por isso, é fundamental ficar atento a todas as profissões que você trabalhou no momento de entrar com o pedido de aposentadoria.

É possível converter o tempo especial em comum para antecipar a aposentadoria?

O uso mais comum da conversão de Tempo Especial em Tempo Comum ocorre com a finalidade de antecipar a aposentadoria. Por exemplo, um segurado exerceu atividade insalubre por 15 anos, mas antes disso trabalhou 14 anos em atividade comum, sem insalubridade. Sem a conversão ele precisaria trabalhar mais seis anos, com a conversão, poderia se aposentar nesse momento.
Mas para isso é preciso ter a documentação necessária, comprovando que você realmente atuou em ambiente insalubre durante, determinado período.

Já explicamos aqui no blog como é possível continuar trabalhando após a Aposentadoria Especial. A Constituição Federal permite o livre exercício da profissão.

Entretanto, o plano de benefícios da Previdência determina que, após a Aposentadoria Especial, o profissional não pode mais trabalhar.

O argumento é de que o benefício é pago para que o aposentado não possua mais contato com nada nocivo à saúde. Assim, manter a atividade periculosa ou insalubre invalidaria o propósito da Aposentadoria Especial.

Reforma da Previdência pacificou a polêmica.

Mas vale reforçar que um dos principais meios é através da conversão do tempo especial em comum. Dessa maneira, o benefício é concedido como aposentadoria comum e não especial.

Existe a opção de converter o tempo especial para comum e se aposentar por tempo de contribuição. A conversão garante um acréscimo para atingir os 35 anos de contribuição.

Esse acréscimo é de 40% para homens e 20% para mulheres. Tal medida é vantajosa caso você seja servidor público estatutário e tenha completado os demais requisitos para obter a aposentadoria integral.

Se você não é servidor público, a Aposentadoria Especial sempre será a mais vantajosa. Portanto, se você possui tempo especial suficiente para obter a Aposentadoria Especial (25 anos).

A conversão é recomendada para, por exemplo, pessoas que não trabalham mais com periculosidade. Porém possuem alguns anos expostos à agentes nocivos e tem como comprovar isto para ganhar o acréscimo de tempo na aposentadoria comum.

Disponível em: https://www.jornalcontabil.com.br/
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